• Bruna Ferreira

Aqui jaz um Hip Hop. Será?

Polêmicas sempre causam um alvoroço na internet, e no nosso meio, fica uma guerra de quem fala mais alto e tenta provar por A mais B que X é diferente de Y. Mas o que dá pra gente tirar disso?

Nesse final de semana rolou a 12ª Edição do Battle in the Cypher e ele foi quase todo online.

Nesse ano nosso lema é Inspirar e Fortalecer uns aos outros, e logo depois dessa dose de ânimo pra que se siga fazendo cultura nesse mundo caótico, hoje veio a polêmica sobre o "b.boy" e o graffiti estar morto vindo de um Mc (não conheço) que só pelo fato de ter se referido ao breaking como 'b.boy" já mostra uma certa ignorância em relação a cultura.

Mas hoje a gente vai trazer uma reflexão, pra você e nós repensarmos alguns pontos que essa polêmica levanta:

O que você tem feito?

Não, a gente não vai mudar o lado da história transferindo a culpa pra gente, a reflexão é para que possamos entender de onde vem o ataque e com base em que ele se sustenta. Qual nossa responsabilidade pra que o Hip Hop se mantenha vivo?

Isso não é sobre produzir eventos mas sim promover ações, sejam online, sejam presenciais, sejam quaisquer ações que impactam outras pessoas, que inspiram e fortalecem.



Nosso Hip Hop não pode ser lembrado e celebrado apenas quando é atacado. Uma fala ignorante em evidência não pode ser o que põe nosso corre pra andar, e sim, tudo que fazemos nos 365 dias do ano trampando e resistindo pra que essa fala seja considerada justamente insignificante.



Nas redes sociais a viralização do ataque, mas só do ataque?

Não precisamos mencionar o fato de que as redes sociais tem uma força absurda no tempo e no

momento que vivemos, justamente por isso que hoje produção de conteúdo online é tão relevante quanto o que acontecia no presencial, por causa da pandemia muitas vezes é a única forma de se promover ações. Mas porque o ataque sempre ganha mais ibope do que as ações boas de fato?

Somos todos agentes disseminadores de cultura, e quando isso se torna grande parte da nossa vida, somos co-responsáveis pelos rumos que ela toma, assim também responsáveis pelo que consumimos e pelo que deixamos de consumir, de compartilhar, de vivenciar. Como defender uma cultura que fora as polêmicas, não se alimenta?

Lembre-se que, quando algo negativo sobre Hip Hop cai na grande mídia, nossa primeira defesa é relembrar coisas positivas e falar sobre o que o Hip Hop fez de bom.

Mas isso deve ser feito sempre, nosso Hip Hop deve estar presente e ser parte da gente todo dia, ano pós ano. Então o que podemos concluir daqui é que você deve compartilhar conteúdos relevantes ou até mesmo produzi-los, falar sobre o que você faz, o que você é, inspirar pessoas através disso pra que quando o contra chegar, não encontre você disponível pro lado negativo e ignorante.


Por que isso é importante?

Porque devemos tomar a posição não só de defensores da nossa cena como também protagonistas e responsáveis por essa história.

Que a polêmica sirva não só para movimentar redes como para fazer com que nosso posicionamento seja firme e sólido, seja o holofote que for, sabemos o que somos e o que fazemos e qual nosso papel diante de um ataque ou de algo simplesmente midiático.


Por um Hip Hop vivo, pelo sangue que pulsa, pela democratização do acesso á cultura, por sabermos nosso papel e produzir coisas relevantes: conteúdos, ações, produtos, etc.

Pois as pessoas que não são da cena estão expondo suas ideias, estão fazendo seus produtos, estão falando aos 4 ventos coisas das quais não sabem... E nós?


Levando a cultura em todos os lugares que ela pode chegar e exercendo-a de todas as formas que ela pode ser possível.



O seu Hip Hop vive?

Seguimos.

Elo da corrente.



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