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Da pista para o mercado: a construção de uma marca que nasce do skate e cresce com propósito


Criada ainda na adolescência, a marca idealizada por Caio Vieira transforma vivência real no skate em projeto coletivo, apoiando atletas, fortalecendo a cultura e construindo caminhos dentro e fora das pistas.


Algumas marcas surgem a partir de estratégias de mercado. Outras nascem da vivência real.

A história de Caio Vieira começa dentro da cultura do skate, entre pistas, confecção têxtil e a vontade de criar algo próprio ainda muito jovem.



Nest: Primeiro, queria que tu te apresentasse e explicasse qual é o teu papel dentro da marca hoje.


Caio Vieira: Eu sou o Caio Vieira, tenho 25 anos. Criei a marca quando tinha 16, em 2017, e hoje não sou só o criador, mas atuo principalmente como gerente comercial. Eu ajudo os representantes na parte de vendas, a entender o mercado, estudar quais são os pontos certos e onde a gente quer entrar.

Também participo da construção da equipe, principalmente da parte do skate, e ajudo no desenvolvimento junto com o pessoal da criação. Mas hoje, oficialmente, minha função é mais voltada mesmo para a gestão comercial.


Nest: Tu criou a marca muito cedo. O que te deu o estalo de empreender?


Caio Vieira: Meu pai sempre trabalhou com confecção, então desde muito novo eu já estava dentro desse ambiente. Meu avô também trabalhava com isso, então era algo que fazia parte da rotina da família. Eu cresci vendo esse processo acontecer e convivendo com a produção no dia a dia. Teve época em que eu chegava a dormir nas fábricas quando era pequeno, acompanhando meu pai enquanto ele trabalhava.


Ao mesmo tempo, eu andava de skate, ali pelos 14, 15, 16 anos, e estava muito inserido nesse meio. A ideia da marca surgiu justamente dessa junção das coisas que já faziam parte da minha vida naquele momento. A intenção inicial era criar uma marca de roupa de skate para vender no colégio e para a galera da pista usar. Era algo simples, sem muita pretensão maior naquele início.

Com o tempo, um amigo que tinha uma loja na cidade começou a comprar as peças para vender lá. A partir disso, a marca começou a crescer de forma natural, sem um planejamento muito estruturado. Quando eu percebi, já estava tomando uma proporção maior do que eu imaginava no começo.

Até por volta dos 21 anos eu ainda levava a marca mais como algo paralelo. Eu trabalhava em período integral na confecção do meu pai durante o dia e fazia faculdade de Direito à noite. Nesse período eu cuidava sozinho de praticamente tudo relacionado à marca, produção, vendas e toda a correria do dia a dia conciliando isso com trabalho e estudos.


Chegou um momento em que precisei decidir o que realmente queria seguir. Foi quando optei por parar a faculdade e focar na marca. Em 2021 surgiu a oportunidade de colocar a marca dentro do grupo da família, o que trouxe uma estrutura comercial, financeira e produtiva maior. Esse momento acabou sendo uma virada de chave, porque a marca passou a ter uma base mais organizada para continuar crescendo.


O apoio ao skate e a construção de um time


Nest: Apoiar atletas é uma coisa, mas montar um time é algo maior. Em que momento surgiu essa ideia?


Caio Vieira: Desde quando eu criei a marca, em 2017, eu já tinha o intuito de realmente ser uma marca de skate. E a gente sabe que, para ser uma marca de skate de verdade, precisa apoiar a cena. Não é só querer surfar a onda.


Desde lá eu já vinha apoiando, ajudando de alguma forma e criando movimentação. Comecei com um atleta em Curitiba. Depois de um tempo ele acabou saindo da marca. Em seguida eu trouxe primeiro o Bebeto e depois o Natan, inicialmente com apoio não financeiro, mais voltado a roupas e suporte. E foi a partir disso que aconteceu a virada de chave na parte de equipe.


Eu sempre tive o sonho de realmente fomentar e ter uma equipe, mas a gente sabe que não depende só da vontade. Depois do Bebeto veio o Zezinho e agora o Melão também. Hoje estamos com o projeto de colocar mais um amador ainda esse ano para aumentar cada vez mais.

Além disso, também tem os apoios em campeonatos e eventos regionais, e agora, graças a Deus, também em nível nacional, junto com o pessoal do STU. Eu gosto de estar no meio, não gosto muito de aparecer, mas gosto de participar e acompanhar tudo de perto.


Nest: Tu comentou que ter uma equipe era um sonho. Como é viver isso hoje?


Caio Vieira: É legal, eu gosto muito, mas eu sempre quero mais. Hoje estamos com quatro atletas: três profissionais e um amador. Eu sempre falo pro Bebeto que quero mais amadores, quero uma molecada nova chegando também.

A gente sabe que o mercado hoje está um pouco mais frio, então precisa cuidar da parte financeira, mas a ideia é colocar mais um ou dois amadores e talvez buscar mais um profissional para realmente construir uma equipe maior.


A gente já soltou dois vídeos na Black Media e desde 2024 estamos gravando um full vídeo maior. A ideia é finalizar ele em Buenos Aires. Para mim isso é muito especial, porque quando eu era mais novo eu nem tinha saído do Brasil ainda. Hoje poder viver isso junto com a equipe é realizar algo que eu imaginava lá atrás.


Nest: Existe interesse em apoiar outros nichos além do skate, como dança ou batalhas?


Caio Vieira: A gente já fez algumas coisas, mas de forma mais superficial. Não somos muito procurados, mas quando aparece eu costumo ajudar.

Em São Paulo já ajudamos eventos de grafitti. Em Brusque apoiamos uma batalha de rua e em São Paulo também. Não é algo muito frequente, mas quando chegam até nós eu gosto de apoiar.


Um recado para quem quer empreender


Nest: Que conselho tu daria para quem pensa em empreender hoje?


Caio Vieira: Acho que o principal é realmente começar. Não adianta só ter vontade. Tem que ter coragem de iniciar e entender que o processo vai ter dificuldade.

A gente toma tombo quase todo dia, até hoje. Não é só sucesso. Vai errar, vai precisar corrigir, aprender e seguir tentando. É começar, sentir a dor, ajustar o caminho e continuar.

Persistência acaba sendo a palavra principal. Porque não é sobre acertar sempre, é sobre continuar mesmo depois dos erros e ir evoluindo aos poucos, mesmo depois dos erros e ir evoluindo aos poucos.

 
 
 

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