Roberto Souza: skate, troca e trajetória
- Nest Panos
- 30 de abr.
- 3 min de leitura

Roberto Souza, conhecido como Bebeto, tem 39 anos e soma 26 anos de skate. Natural de Tubarão (SC), começou a andar no início dos anos 2000 e construiu sua trajetória acompanhando diferentes fases da cultura da era das fitas VHS até a nova geração conectada pelas redes. Para ele, o skate sempre foi mais do que prática esportiva: tornou-se estilo de vida, caminho profissional e ferramenta de conexão entre pessoas e cidades.
NEST: Como esse contato que tu tem com a galera de cada cidade trocar ideia e compartilhar experiências influencia na tua trajetória enquanto skatista profissional?
BEBETO: Cara, eu acho que o skate proporciona muito isso, né, cara. Viajar para outros lugares, conhecer novas pessoas, fazer novas amizades, novas culturas… isso já proporciona tudo isso.
Então eu vejo assim, cara: é uma história que o cara deixa, é um legado que o cara deixa. Porque, pô, eu tô com 39 anos, uma boa caminhada, então são muitos amigos que eu tenho de Brasil afora, porque o skate me proporcionou conhecer outros lugares, até fora do Brasil.
Eu acho que isso é uma das coisas mais loucas do skate, tá ligado? Inclusive trocar ideia, fortalecer as ideias, as alianças, o trabalho, essas paradas. O skate proporciona muito isso, o network. Eu acho isso gratificante, cara, ter amigos nessa vida.
Sobre a nova geração, é bem diferente da minha geração pra geração de agora. Esses moleques estão aprendendo muito rápido, o nível das manobras tá um absurdo, porque hoje tem bastante informação. Antigamente não tinha. Hoje o cara pega o celular e vê alguém do outro lado do mundo fazendo uma manobra que ele não vê no dia a dia e, às vezes, pode até conversar com essa pessoa.
Então o nível deles aprende muito rápido. Mas eu acho que eles precisam manter essa essência de estar na rua, fazendo vídeo part. Eu sempre falo pra molecada que campeonato é importante correr, ter uma carreira, mas campeonato é muito limitado. Você precisa estar fazendo um trampo de rua, conectando lojistas.
Mas, cara, hoje tem muito moleque bom, muito moleque bom mesmo. Inclusive eu tava conversando com um agora aqui, ele falou que tava em São Paulo filmando skate, e eu falei: “cara, esse é o caminho”. Isso é da hora. A vida do skate de rua é uma coisa que nunca vai morrer. Da hora demais.
NEST: Como o contato com a galera de cada cidade, trocar ideia e compartilhar experiências influencia

na tua trajetória como skatista?
BEBETO: O skate proporciona muito isso: viajar, conhecer novas pessoas, fazer amizades e conhecer novas culturas. Isso já faz parte do skate.
Eu vejo como um legado que o cara deixa, porque são muitos amigos que eu tenho pelo Brasil afora, e também fora do Brasil, que o skate me proporcionou conhecer. Acho que isso é uma das coisas mais loucas do skate.
Fortalece ideias, alianças, trabalho, essas paradas. O skate proporciona muito network. É muito gratificante ter amigos nessa vida.
NEST: O que tu vê na nova geração do skate hoje?
BEBETO: É bem diferente da minha geração. Os moleques aprendem muito rápido, o nível das manobras tá absurdo, porque hoje tem informação. Antigamente não tinha isso.
Hoje o cara pega o celular e vê alguém do outro lado do mundo fazendo manobra, às vezes até conversa com essa pessoa. Então eles evoluem muito rápido.
Mas eu acho que precisam manter a essência da rua, fazer vídeo part. Campeonato é importante pra carreira, mas é limitado. Precisa estar na rua, filmando, conectando com lojistas.
Tem muito moleque bom hoje. Inclusive conversei com um que tava em São Paulo filmando skate, e falei: esse é o caminho. A vida do skate de rua nunca vai morrer.
NEST: Qual foi o momento que tu percebeu que o skate era mais do que um hobby?
BEBETO: Eu comecei andando de skate como hobby, mas já como estilo de vida. Eu via a galera andando, o jeito de vestir, as filmagens dos anos 90. Me identifiquei muito com isso calça larga, camiseta esse estilo.
Desde sempre virou meu estilo de vida, a cultura. O hobby virou minha vida.
Quando eu tinha uns 13 anos e vi meu primeiro vídeo de skate, ali virou a chave. Um ano depois de começar a andar, quando vi o vídeo, pensei: eu quero isso pra mim. Quero ir em eventos, viajar com marcas, conhecer lugares, pessoas e culturas.
NEST: Que conselho tu daria pra quem está começando no skate, principalmente em cidades menores?
BEBETO: O conselho é se unir. Vamos pra cima pra conquistar espaços que vocês têm direito. Mas pra isso precisa união, porque o skate sempre foi união.
Não importa se a cidade é pequena, eu também vim de cidade pequena, com grandes objetivos, e ainda tô vivendo isso.
Manter a cultura viva, andar de skate de verdade. Assim vocês vão alcançar objetivos e realizações. União faz a força.





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